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O sector da hotelaria e turismo angolano tem conhecido um desenvolvimento considerável nos últimos anos em todos os domínios, fruto de diferentes investimentos. Estão em construção 111 unidades hoteleiras de grande, média e pequena dimensão, pertencentes a diferentes consórcios nacionais, com um total de 8652 quartos. A maioria das infra-estruturas será inaugurada ainda este ano.

Em 2008, o sector contava, a nível nacional, com 61 hotéis e 2822 quartos. Em 2012 Angola já dispunha de 155 unidades hoteleiras e 7956 quartos. Ou seja, em apenas quatro anos quase foi triplicada a capacidade instalada.
Dados do Ministério de Hotelaria e Turismo (MINHOTUR) revelam que há 176 hotéis, 9353 quartos e 12 569 camas, representando um crescimento de 13,5%, em termos de número de hotéis, face a 2012. O sector dispõe ainda de 14 aparthotéis, com 725 quartos, 87 aldeamentos turísticos, com 2842 quartos, perfazendo um total de 13 033 quartos e 16 826 camas a nível nacional.
Nos últimos 12 anos, entre 2002 e 2014, foram construídos 126 hotéis em todo o território. O sector hoteleiro e turístico conta também com empreendimentos de pequenas dimensões, nomeadamente 496 pensões, 403 hospedarias e 4132 restaurantes e similares.
Assimetrias e preços No entanto, os dados mostram que existem assimetrias entre Luanda, onde estão concentrados 55% do total de quartos de hotéis do país, e o resto do país. Os projectos em curso levarão importantes infra-estruturas às outras províncias, mas estão longe de satisfazer a procura, sobretudo no tocante à qualidade da oferta.
Os altos preços praticados pelo sector hoteleiro em Angola são outra questão a ter em conta e que deve ser acautelada pelas autoridades reguladoras, segundo fontes contactadas pelo "Expansão".
O economista Fiel Constantino, por exemplo, não acredita que os preços dos quartos venham a baixar tão cedo, nem mesmo com a entrada em funcionamento de mais unidades. Já Justino Pinto de Andrade, economista e docente universitário, considera que a consequência da entrada em funcionamento de mais unidades será certamente a concorrência nos preços, que deverão baixar.
"Até ao momento se constatam preços pouco competitivos, se comparados com o exterior do país, o que inibe de certo modo a procura. Este é um fenómeno natural, que o tempo e a concorrência ajudarão a ultrapassar", vaticinou.
Com os quartos dos hotéis em crescimento, e tendo por base o cálculo de um trabalhador por quarto, conclui-se que brevemente serão criados 8652 novos postos de trabalho. Segundo as projecções para 2020, Angola poderá atingir dentro de seis anos 4,6 milhões de turistas e receitas de 4,7 mil milhões de kwanzas. Prevê-se a criação de um milhão de postos de trabalho directos e indirectos.
Os dados obtidos junto dos operadores turísticos, de acordo com o MINHOTUR, revelam que hoje trabalham no sector 158 mil pessoas, mais 8,5% que em 2011. Neste mesmo período foram criados 12,3 mil postos de trabalho. Os restaurantes e similares figuram na linha da frente com 41,6% da força de trabalho, seguido por hotéis com 26%.
Apesar destes números, Fiel Constantino diz que Angola está ainda longe do ideal. Do ponto de vista numérico, há um crescimento considerável, mas o país está todavia longe da capacidade desejada em termos de infra-estruturas, em função do crescimento do turismo de negócio.
"Se quisermos desenvolver o turismo em todas as suas vertentes, com turistas locais e estrangeiros, teremos de incrementar ainda mais a rede hoteleira nacional", disse. Outro aspecto que salta à vista, na opinião do economista, é a concentração do crescimento em Luanda, onde, na verdade, o fundamental do turismo se resume ao negócio.
Para Fiel Constantino, as unidades hoteleiras são negócios rentáveis e geram rendimentos passíveis de tributação. Logo, quanto maior for o parque hoteleiro, maior será a sua contribuição para o financiamento do Estado. O investimento, defende, deve ser feito em locais com maior vocação para a prática do turismo, sem perder de vista o objectivo de incentivar o desenvolvimento das regiões do Interior.
"Os turistas que visitarem o mapa das maravilhas e outros roteiros turísticos do país precisarão das condições de alojamento e alimentação nos locais e não na capital, que concentra apenas o turismo de negócio e que também é praticado fora de Luanda", afirmou.
Em relação aos preços, realça que o mercado é ainda precário em termos de oferta e que carece de alguma regulamentação para se desenhar os preços que se adeqúem à realidade do país. "Caso a oferta e as alternativas sejam maiores ou se for alargando a rede hoteleira nacional, os preços dos hotéis tenderão a baixar." O crescimento do sector imobiliário e da construção estão entre os factores determinantes para a redução dos preços.
Para o presidente do conselho de administração (PCA) do Grupo Opaia, Agostinho Kapia, o desenvolvimento do sector hoteleiro trará enormes benefícios ao país, sobretudo no que se refere à entrada de turistas e à criação de empregos. A rede hoteleira Opaia Hotels criará cerca de 2 mil postos de trabalho directos e 20 mil indirectos.
Fonte: Ionline (Exclusivo Expansão)

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