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Bissau pode perder apoio de instituições financeiras internacionais por branqueamento de capitais

Bissau pode perder apoio de instituições financeiras internacionais por branqueamento de capitais

O presidente da Célula Nacional de Tratamento de Informações Financeiras (Centif) da Guiné-Bissau, Justino Sá, disse que o país poderá perder a colaboração de instituições financeiras internacionais por suspeita de branqueamento de capitais.

De acordo com a agência de notícias Lusa, Justino Sá, indicou que para já a Guiné-Bissau figura "numa espécie de lista" negra do Giaba (Grupo intergovernamental de ação contra o branqueamento de dinheiro na África Ocidental) na chamada "declaração pública", entre os 17 países africanos que compõem a organização.
Além dos 15 países da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) fazem ainda parte do Giaba São Tomé e Príncipe e as Comores.
Segundo o presidente da Centif, estrutura do Ministério das Finanças guineense, o Giaba "cansou-se com a forma como a questão de suspeitas de branqueamento de capitais" tem sido tratada na Guiné-Bissau, onde, enfatizou, ainda ninguém foi julgado e condenado pela justiça em decorrência daqueles fenómenos, frisou.
Justino Sá afirmou que "há sinais palpáveis de branqueamento de capitais e de corrupção", há apreensão de "grandes quantidades de droga", mas ainda não se assistiu situações em que os envolvidos são julgados pela justiça.
O responsável, jurista formado pela Faculdade de Direito de Bissau, apontou ainda o dedo aos bancos comerciais que, disse, não têm colaborado "de forma efetiva" com o Centif no fornecimento de elementos probatórios perante suspeitas de branqueamento de capitais.
A legislação contra o combate ao crime também é considerada deficitária e para colmatar a situação o Centif entregou em junho passado ao parlamento uma proposta de lei para a criminalização do crime individual, já que o país apenas tem um dispositivo contra o crime organizado.
Justino Sá indicou que ainda aguarda por uma resposta do parlamento sobre o assunto, salientando que todos os países do Giaba já possuem um instrumento do género.
Se o Giaba decidir avançar com a publicação da sanção contra a Guiné-Bissau, Justino Sá não ficará surpreendido.
A secção da Missão Integrada da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau iniciou na quinta-feira uma formação dirigida à polícia, procuradores e juízes sobre processos e julgamentos de crimes de lavagem de dinheiro.
O objetivo da formação é aumentar a capacidade daqueles atores no seu combate para prevenir o narcotráfico e crime organizado.
Fonte: Lusa

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