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Covid-19: TAAG impedida de voar para Europa

Covid-19: TAAG impedida de voar para Europa

Em virtude do aumento diário de casos de covid-19 em Angola e do actual período de isolamento social que o país vive, desde 27 de Março, a TAAG está proibida de viajar para Portugal e todo o "Espaço Schengem", afecto à União Europeia, até que a doença seja controlada.

De acordo com a agência Angop, a decisão consta das recomendações de uma reunião dessa organização internacional, que, entre os países africanos, ilibou apenas o Ruanda, a Argélia, Tunísia e o Marrocos, de uma lista que abarca países de todo o mundo, incluindo o Brasil e os Estados Unidos da América.
De acordo com o documento final da referida cúpula da UE a que a Angop teve acesso hoje, somente aviões de onze Estados estão autorizados a sobrevoar naquela zona, por terem a situação pandémica controlada, sendo que os considerados “terceiros” só em casos excepcionais.
Ruanda, Argélia, Tunísia, Marrocos, Austrália, Canadá, Georgia, Japão, Montenegro, Nova Zelândia, Sérvia, Coreia do Sul, Tailândia, Uruguai e China “são os países terceiros cujos residentes não deverão ser afectados pela restrição temporária das viagens não indispensáveis para a UE, aplicável nas fronteiras externas”.
Assim, enquanto perdurar a covid-19 e até novas decisões do Conselho da União Europeia, aviões destes países ou saídos dos mesmos estão autorizados a sobrevoar para Portugal ou deste destino para outros, particularmente a nível do “Espaço Schengem”, incluindo o Reino Unido.
Indagado sobre o assunto, o porta-voz da TAAG, Carlos Vicente, considerou justa a proibição, a julgar pelo número de casos e pelo evoluir da doença em Angola. “Alías, não somos os únicos, e isso nada tem a ver com Lista Negra ou com Auditoria IOSA”, minimizou.
Segundo o documento “Recomendação do Conselho Relativa à Restrição Temporária das Viagens não Indispensáveis para a União Europeia e ao Eventual Levantamento de Tal Restrição”, a lista será actualizada quinzenalmente, podendo retirar alguns ou colocar novos países.
Em 2019, a companhia nacional de bandeira – TAAG - foi recertificada para voar sem limitações até ao dia 22 de Maio de 2021, após cumprimento dos procedimentos legais e conclusão da Auditoria Operacional de Segurança Aeronáutica (na sigla em inglês IOSA) da IATA.
A auditoria, que durou cinco dias e abarcou todas as aéreas operacionais da companhia nacional de bandeira, teve à testa a “ACS – Aviation Solutions”, organização especializada, acreditada pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA ou AITA).
Com este “atestado” da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), a TAAG passou a ter carta branca para continuar a desenvolver a sua actividade como uma operadora aérea “credenciada” em termos de “SAFETY” (Segurança Operacional).
A auditoria IOSA é um sistema de avaliação internacionalmente reconhecido e aceite, para apurar a conformidade das operações de uma companhia aérea, o que nada tem a ver com a actual restrição do Conselho da União Europeia, simplesmente relacionada com a covid-19.
Esse procedimento dá legitimidade à operadora Linhas Aéreas de Angola para continuar a ser membro inequívoco e pleno da IATA. Assim, a TAAG voltou também a ter acompanhamento periódico e regular dos órgãos desta organização internacional.
Angola registou, nas últimas 24 horas, 24 novos casos positivos, tratando-se de 18 casos de transmissão local e seis sem vínculo epidemiológico, o que aumenta o número de infectados com a covid-19 para 315 cidadãos, dos quais 231 de transmissão local, 35 importados e 49 duvidosos.
De acordo com o secretário de Estado para a Saúde Pública, neste período foram também registados mais dois óbitos, envolvendo pacientes que se encontravam internados nas unidades de tratamento de referência, aumentando, assim, o número de vítimas mortais para 17.
Com esses dados, o país passa a contabilizar 315 infectados, dos quais 97 recuperados, 201 activos e 17 óbitos, numa altura em que a TAAG está limitada em voos humanitários transportando materiais de biossegurança, e de resgates de angolanos retidos em várias partes do Mundo.
Fonte: Angop

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