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União Europeia preocupada com acontecimentos em Moçambique

União Europeia preocupada com acontecimentos em Moçambique

A Delegação da União Europeia (UE) em Moçambique expressou preocupação com os eventos ocorridos na sexta-feira em Beira, 9 de Outubro, província de Sofala, onde policiais entraram numa residência onde estava o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e desarmaram seus guarda-costas.

A UE pede "uma solução pacífica e negociada" para a actual crise política que se vive no país, e apela a um compromisso permanente com o diálogo e a não-violência.
Dhlakama esteve escondido durante quase duas semanas, na sequência de dois graves incidentes entre escoltas dele e agentes do governo, deixando mais de 20 mortos.
O chefe de oposição foi libertado, na sexta-feira, graças à pronta intervenção apaziguadora da governadora da província de Sofala, Helena Taipo, do Arcebispo da Beira, Claudio Zuanna, e outros mediadores do processo de diálogo entre o governo e a Renamo.
Antecedentes
Recorde-se que em 25 de Setembro, se registou o segundo confronto entre polícias e membros de uma caravana em que viajava Afonso Dhlakama.
Na altura, o comandante da Polícia da região, Armando Mude, disse à agência de notícias AFP, que homens armados da Renamo dispararam e mataram o condutor de um minibus que transportava civis, alegadamente por se ter aproximado demasiado da caravana.
Quando agentes das autoridades governamentais chegaram ao local, houve troca de tiros com as escoltas o que deixou outros 19 mortos. Afonso Dhlakama resultou ileso e se teria refugiado na floresta, de acordo com a AFP.
Isso aconteceu uma semana depois de escoltas de Dhlakama, se terem envolvido em outro tiroteio em Manica, zona central do país.
Nos últimos meses, a instabilidade política em Moçambique tem aumentado com Dhlakama recusando-se a reconhecer os resultados das eleições de 2014 e ameaçando tomar o poder pela força no centro e norte do país.
A Renamo e o governo travaram uma guerra civil de 16 anos civil, que terminou em 1992.